Exportar texto em outlines com Underlines e Striketroughts

por edraant em 28/02/2009

em Exportação, Illustrator, PDF, Print, Problemas, Texto

O André Simões enviou-me recen­te­mente um mail recen­te­mente em que escrevia,

Quando tem de se pas­sar o texto a outli­nes os Under­li­nes e Stri­ke­trought desa­pa­re­cem (…) Na semana pas­sada pre­ci­sei de enviar um PDF para a grá­fica e eles pedi­ram para enviar um PDF em alta e com o texto con­ver­tido a outli­nes. Eu fiquei com aquela sen­sa­ção da minha vida andar para trás, ter de pôr stro­kes no texto onde esta­vam os Underlines (…).

Pois é. Não é só a vida do André a andar para trás, deve ser a minha e de mui­tos outros arte-finalistas que têm o mesmo problema.

Over­view

Antes de mais, para que se criam outli­nes de texto?

Todas as Grá­fi­cas têm um RIP (Ras­ter Image Pro­ces­sor) para con­ver­ter os PDF’s ou Posts­cripts para o for­mato nativo do pró­prio RIP. No caso dos sis­te­mas Sci­tex, agora CREO, os for­ma­tos de saída são .LW para traço e .CT para imagem.

Ao criar texto em outli­nes, a Grá­fica (e já agora, nós) pre­vine even­tu­ais subs­ti­tui­ções de fon­tes ou mesmo o desa­pa­re­ci­mento das mes­mas na altura da conversão.

Tento sem­pre evi­tar o envio de tex­tos con­ver­ti­dos em outline. Mas com os milha­res de fon­tes exis­ten­tes (sim o dafont.com é óptimo mas quan­tas fon­tes pro­fis­si­o­nais e fun­ci­o­nais tem?) os RIP’s mui­tas vezes não as inter­pre­tam. E nem falo sequer dos fal­sos itá­li­cos ou dos bolds arti­fi­ci­ais apli­ca­dos no QuarkX­Press ou do Indesign.

Par­tindo do pres­su­posto que não tenho esco­lha e que tenho que con­ver­ter o texto em cur­vas, vamos ver os prós e con­tras desta operação.

Prós — O texto passa a vec­to­res, logo não tem infor­ma­ção da fonte, logo não dará pro­ble­mas no RIP, logo não ando com ”a minha vida a andar para trás”.

Con­tras — Fichei­ros muito mais pesa­dos. Ao con­ver­ter em outli­nes, todo o texto é pas­sado a cur­vas, com milha­res e milha­res de pon­tos. Posso admi­tir que numa bro­chura ou num flyer a coisa ainda passé,  mas num livro ou revista é muito mais com­pli­cado o RIP ”mas­ti­gar” toda aquela informação.

Outro aspecto que ainda hoje con­si­dero muito estra­nho: quando con­verto um texto em outli­nes no Inde­sign, a letra parece engros­sar um pouco, dando a sen­sa­ção de ter pas­sado de Medium para Semi­bold, como se apre­senta na ima­gem a seguir, ape­sar de no resul­tado final na impres­são, nada se notar.

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Nem todas as Grá­fi­cas têm RIP’s de última gera­ção. Acon­te­ceu há uns anos uma Grá­fica com que tra­ba­lhei que tinha um RIP mais antigo, não con­se­guir con­ver­ter um docu­mento que com uma fonte cha­mada Metro. Depois de várias ten­ta­ti­vas, che­guei à con­clu­são que o pro­blema estava na ver­são Posts­cript do RIP.

No Inde­sign, ao impri­mir para PDF ou Post­cript, na tab Graphics, posso esco­lher a ver­são de Posts­cript do ficheiro. Ao esco­lher nível 2 (mais antigo) o pro­blema foi resolvido.

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Mas vamos final­mente ao pro­blema do André Simões.

O André tem um docu­mento com Under­li­nes, que aqui simulo.

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No mesmo docu­mento, tam­bém tem Striketroughts.

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Os Under­li­nes e Stri­ke­troughts não sendo alte­ra­ções arti­fi­ci­ais do carac­ter, são igno­ra­dos na altura da con­ver­são para outli­nes como se mos­tra a seguir.

outlines_5Então, uma das solu­ções (não é de cer­teza a única) é expor­tar em PDF ou EPS para o Illus­tra­tor.

Ao expor­tar como EPS, o texto con­ti­nua edi­tá­vel, mas o Illus­tra­tor file­tes, simu­lando o Stri­ke­trought (e o Under­line) em cada linha.

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Esta é ape­nas uma téc­nica que con­si­dero rápida e efi­caz. Neste caso usei parte do pacote Adobe para me resol­ver o pro­blema. Os pro­gra­mas não são her­mé­ti­cos e feliz­mente, ”falam” uns com os outros, o que me resol­veu o problema.

A par­tir daqui, os pro­ce­di­men­tos habi­tu­ais: expor­tar em PDF, ou gra­var em .AI e colo­car de novo o texto com os Under­li­nes como ima­gem no Indesign.

Bons pro­ble­mas.

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