O First Baseline Position é usado por quem trata o texto com cuidado. Oferecendo 5 formas diferentes de especificar a distância a que o texto começa dentro da caixa, é uma excelente mais-valia para composições tipográficas profissionais.
Com a caixa de texto seleccionada, ir a Menu Object > Text Frame Options (Cmd + B) e seleccionar a Tab Baseline Options.
No pop-up First Baseline > Offset, o primeiro comando que está definido é o Ascent.
Estes 5 comandos podem variar (e variam!) conforme a fonte utilizada.
Aqui surge um pequeno problema. Enquanto que no QuarkXPress há uma opção similar a esta chamada Cap + Accent que permite fazer uma descolação da caixa alta + diacrítico, o Indesign, sendo também um programa de origem anglo-saxónica, não contempla os diacríticos usados em outras línguas nesta função.
O resultado é o meio caminho entre a caixa alta e o diacrítico, na primeira linha de texto. A coisa resolve-se introduzindo um valor no campo Min.
O segundo comando é o Cap Height. O Indesign faz uma deslocação da primeira linha com base na altura da maiúscula.
Enquanto na fonte usada neste exemplo (Minion Pro) se nota uma uma pequena subida para fora da caixa, já no Chaparral Pro, essa subida não é visível.
A função Leading é baseada na entrelinha da primeira linha de texto. Neste caso, o texto está a 11pt, o que significa que a descolcação da primeira linha relativamente ao topo da caixa é de 11pt.
NOTA SOBRE O X-HEIGHT
O x-Height é usado tipograficamente para medir a altura de um corpo.
Um corpo não é medido pela altura da maiúscula, mas sim pela altura da letra minúscula x, em pontos.
Reparem na altura da letra d relativamente à letra x. Quando a letra x se apresenta alta (Helvetica) é normal indicar que esta fonte tem um grande x-heigh. O contrário é válido para uma fonte como a Didot. Na comparação entre a Gill Sans e a Helvetica (2 fontes não-serifadas), o Helvetica apresenta-se com melhor leitura, já que o contraste entre a altura dos vários caracteres é menor.
Felizmente nesta função o Indesign parece acertar na deslocação da primeira linha, independentemente da fonte usada.
Finalmente, o campo Fixed. O texto é colocado fora da caixa de texto, permitindo ao utilizador usar o campo Min para ajustes verticais.
Bons Baselines.













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Embora sabendo que o indesign tem o melhor print menu de todos os programas, logo torna-se assim uma plataforma de arte final potente; mas e também sabendo que nos tempos que correm ainda há muita gente a trabalhar em corel e word, pergunto.
(uma vez que temos que andar sempre a transportar ficheiros de prog para prog.) os ficheiros de indesign comportam-se bem noutros programas? ou é preciso fazer sempre eps, neste caso para levar o ficheiro para FH11? (calma rapaziada, o fh11 está morto, mas Portugal só o deve enterrar em 2016, eu como arte finalista só consigo evitar o corel e o word e não tenho tempo para explorar o indesign, sou adepto do ai).
mon ami,
Pelo que sei, um eps funciona perfeitamente bem no tal de FH11.
na verdade o que queria perguntar é se o ficheiro de indesign (sem ser eps — imagem) como se comporta noutros programas; ou seja há alguma hipotese de ser editavel noutros programas? exemplo, por vezes no ai texto vindo de outro programa (sem ser em curvas) parte o texto em multiplas caixas.
Mon ami,
Ser editável, é, por exemplo no Illustrator se for exportado em PDF. Mas a ideia é precisamente a contrária: o Indesign e o QuarkXPress servem (ou deviam servir) como última etapa no trabalho de arte-final antes do envio para a gráfica.
E por favor, abandona de vez o FH
Abraço!
não me deixam fazer isso… porque, para além disso, ainda ninguém usa o CS4, e como é sempre para ontem não me apetece perder horas em conversões, e raro é o criativo que não trabalha em FH11; no sitio onde trabalho em 10 criativos 1 trabalha em ai, ninguém em indesign, os restantes em FH11 e photoshop, logo nem o pessoal do autocad passa as coisas (neste caso cortantes) para ai.
melhores dias virão.