Escrever sobre Indesign “obriga-me” a estudar e a testar aprofundadamente o programa.
Não gosto de escrever sobre algo que desconheço ou conheço pouco, mas após alguns pedidos (e muito estudo!), aventuro-me pelos terrenos cinzentos (para mim) do XML. Espero que gostem. Este foi dos difíceis.
Este post está dividido em três partes, com os restantes a publicar oportunamente.
Overview — O que é o XML?
O XML (eXtensible Markup Language) é uma recomendação da W3C para gerar linguagens de marcação para necessidades especiais.
É um subtipo de SGML (acrónimo de Standard Generalized Markup Language, ou Linguagem Padronizada de Marcação Genérica) capaz de descrever diversos tipos de dados. O seu propósito principal é a facilidade de partilhar informações através da Internet.
Entre as linguagens baseadas em XML incluem-se o XHTML (formato para páginas Web), RDF, SDMX ‚SMIL, MathML (formato para expressões matemáticas), NCL, XBRL, XSIL e SVG (formato gráfico vectorial).
A principal característica do XML, de criar uma infra-estrutura única para diversas linguagens, é que linguagens desconhecidas e de pouco uso também podem ser definidas sem maior trabalho e sem necessidade de serem submetidas a padronizações.
Fonte: Wikipedia.
Em que situações usar o XML com o Indesign?
Quanto a informação é transversal, independemente do formato. Se usar textos ligados a base de dados que são incluídos em livros, revistas ou folhetos, usar o XML trás toda a vantagem, já que a formatação está numa linguagem que o Indesign entende e adapta.
O contrário também é válido. Poderei usar apenas um template de Indesign, com várias fontes XML.
By the way, penso que este workflow será de futuro o fluxo generalizado de trabalho no que respeita ao Indesign. Por outras palavras, o XML é o futuro do Indesign.
Preparação do XML
A estrutura é tudo. O XML só compreende documentos estruturados para o efeito. Uma boa preparação de base, que pode levar semanas, é fundamental para todo o workflow funcionar.
Dá para espreitar um bocadinho?
Dá. A coisa parece simples de realizar. Parece.
O documento apresentado aqui está formatado em XML, e foi editado num programa que lê este formato (clique para ampliar).
Reparem no texto colorido. São tags de XML que o Indesign compreende e formata. Estas tags podem já vir com o XML ou podem ter sido criadas e exportadas a partir do Indesign.
Esta é a Palete Tags, do Indesign. A sua função é ligar os códigos XML aos objectos da página.

Por fim, a forma como se apresenta a estrutura do documento em XML dentro do Indesign.

A partir daqui, o processo desenrola-se de forma quase automática. As tags que estão associadas a objectos na página (texto e imagem) estão igualmente ligadas a Paragraph Styles. É assim que a magia começa a funcionar.
Nos próximos posts irei escrever como se realiza a importação e exportação de tags, assim como a sua associação aos Paragraph Styles em um ou mais documentos.









{ 2 comentários… lê-los a seguir ou adicionar um }
Desde já quero expressar os meus sinceros parabéns pela criação deste site sobre o indesign. Sou um utilizador nato desta excelente aplicação para design editoral. E este artigo sobre o XML, deixou-me bastante curioso! Será interessante ler, quando surgir a segunda parte deste tema. Tornei-me no primeiro momento que descobri o INCUNABULO, num assíduo leitor…
Patrício,
Segunda e terceira
Um abraço e obrigado!