16 dicas para tornar o seu cliente feliz (e já agora, você também)

por edraant em 05/04/2010

em Productivity

O cli­ente. Essa enti­dade abs­tracta que, segundo os manu­ais, tem sem­pre razão. Quem tra­ba­lha nesta área sabe bem as horas, dias ou sema­nas (ah, o tempo!) des­per­di­ça­das em refa­zer tra­ba­lhos em que o cli­ente envia ou cons­trói da forma errada. Nunca há tempo para fazer bem mas há tempo para refa­zer o que está mal.

O pro­blema está iden­ti­fi­cado: o cli­ente mui­tas vezes não tem know-how (nem tem que ter) de como gerar um bom fluxo grá­fico. Ao longo da minha vida pro­fis­si­o­nal já tive exce­len­tes exem­plos de cli­en­tes que se sen­ta­ram ao meu lado um dia inteiro acom­pa­nhando o fecho de um tra­ba­lho, demonstrando-lhe os pro­ble­mas que me sur­giam. A par­tir daí, tive muito menos pro­ble­mas com os tra­ba­lhos do cli­ente. O seu inte­resse em que as coi­sas tam­bém fun­ci­o­nas­sem foi fun­da­men­tal. Alguns ainda hoje me tele­fo­nam com qual­quer dúvida que tenham na mente. E estes cli­en­tes não são, nem nunca foram gráficos.

Outros não que­rem saber disso, e sou o pri­meiro a afir­mar que estão no direito deles. Afi­nal, cli­ente é cli­ente! Pre­tendo é escre­ver sobre os pri­mei­ros: e se ofe­re­cesse um curso ao(s) seu(s) cliente(s)?

1. MOSTRE QUAIS OS PROGRAMAS PRÓPRIOS PARA CADA FUNÇÃO

Se o seu cli­ente pagina no Pho­toshop (é ver­dade, já vi tal coisa) ou no Fre­ehand, mostre-lhe que cada um dos pro­gra­mas tem o seu core. Não lhe ensine o pro­grama que não vai adi­an­tar nada. Evi­den­cie as poten­ci­a­li­da­des de cada aplicação.

2. ESCLAREÇA A DIFERENÇA ENTRE UM .GIF E UM .TIF

De cer­teza que já rece­beu ima­gens no for­mato errado. Faça um over­view pelos vários for­ma­tos mais comuns, sem esque­çer o .PDF, .EPS, .AI, e .JPG. Fale nas limi­ta­ções e van­ta­gens de cada um. A boa prá­tica dele é tempo pou­pado para si, e já agora, para ele também.

3. FALE-LHE DE RESOLUÇÕES

Se já rece­beu uma ima­gem de um tama­nho de um selo para ampliar para A4, que o cli­ente tirou da net, sabe do que estou a falar. Mos­tre que quanto maior a ampli­a­ção, menor a qua­li­dade da ima­gem. Reforçe com exem­plos impres­sos. Mostre-lhe a dife­rença de qua­li­dade entre o moni­tor e o papel. Configure-lhe a máquina foto­grá­fica digi­tal, se ele a usar para mate­rial gráfico.

4. FONTES

Uma das gran­des dores de cabeça do Pre­press. Mostre-lhe que exis­tem 3 tipos de fon­tes. Informe-se se ele tem mac ou pc. Ensine-o a ins­ta­lar cor­rec­ta­mente fon­tes e a como resol­ver pro­ble­mas bási­cos (dupli­ca­ções de fon­tes, fabri­can­tes dife­ren­tes, etc.).

5. O MAIS FÁCIL NÃO É NECESSARIAMENTE O MELHOR

O Copy/Paste fun­ci­ona bem no Word e na impres­sora lá de casa. Aqui esta­mos a falar de Agên­cias de Publi­ci­dade, Grá­fi­cas, Arte-finalistas e Desig­ners fre­e­lance.

6. TEORIA GRÁFICA

Ensine-lhe o que é o Bleed e uma marca de corte e de dobra. Um RGB, um CMYK ou um Pan­tone. Nada de muito com­pli­cado mas fun­da­men­tal. Mostre-lhe exem­plos impressos.

7. LIMPAR O LIXO

Dê-lhe as dicas neces­sá­rias para fazer a lim­peza do docu­mento: cores não apli­ca­das, objec­tos no pas­te­bo­ard, cai­xas vazias, esti­los não usados.

8. ACOMPANHE O TRABALHO DO CLIENTE À DISTÂNCIA

Forneça-lhe tudo aqui que o pode liber­tar de dores de cabeça: crie um Pre­flight (ou vários) para o cli­ente usar. Envie-lhe os Pre­sets cor­rec­tos das suas impres­so­ras. Aliás, mande todos os Pre­sets que se lem­brar (PDF, Flat­te­ner, Print, etc.)!

9. DÊ-LHE ALTERNATIVAS

Descanse-o quanto à forma rígida de fechar um tra­ba­lho. Mostre-lhe o fluxo PS vs PDF, e as van­ta­gens e des­van­ta­gens de cada um. E dê um “show de bola” com o Distiller.

10. LINKS

Esclareça-o que nor­mal­mente as ima­gens têm um link para o disco. Não alte­rar o nome, não mudar o nome da pasta ou a sua loca­li­za­ção. Se ele o fizer, mostre-lhe como se resolve na Palete Links.

11. PACKAGING

Mesmo que o seu cli­ente seja a pes­soa mais desor­ga­ni­zada deste mundo, mostre-lhe como reu­nir toda a infor­ma­ção exis­tente num docu­mento. Use e abuse da fun­ção Package.

12. PLUG-INS

O seu cli­ente gosta de “arti­lhar” o InDe­sign com Plug-ins? Previna-o dos peri­gos que pos­sam ocor­rer, se você não tiver esse plug-in ins­ta­lado no seu computador.

13. OVERPRINT PREVIEW E SEPARATIONS PREVIEW

O seu cli­ente não pre­cisa de saber o que é um Trap­ping, um Over­print ou um Rich Black. Só tem de saber os resul­ta­dos prá­ti­cos da má uti­li­za­ção des­sas ope­ra­ções. Mostre-lhe exem­plos no ecrã e de cer­teza que encon­trará em papel alguns (maus) exem­plos do que ele não deve fazer.

14. CHECKLIST

Se ele esti­ver para aí virado, faça-lhe uma chec­klist para seu pró­prio (dele) con­trolo. Colo­que lá tudo o que se lembre.

15. ACROBAT PRO

O Acro­bat Pro é um mundo imenso na veri­fi­ca­ção de PDF’s para a Grá­fica. Mostre-lhe os segre­dos lá escon­di­dos e se tiver paci­ên­cia (e saber) crie-lhe tam­bém uns Pre­flights em Acrobat.

16. LUNCH TIME

Depois disto, pague-lhe um grande almoço. Afi­nal, ele é seu cli­ente :)

{ 3 comentários… lê-los a seguir ou adicionar um }

1 Hugo Mendes 05/04/2010 ás 22:22

Exce­lente abor­da­gem. Subs­crevo todos os pontos.

Abraço,
HM.

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